Manifesto aqui neste pequeno espaço meus mais profundos sentimentos de dor, tristeza e perplexidade em relação ao ocorrido na escola municipal carioca de Realengo.
Acostumado a ver, estudar e debater sobre este tipo de acontecimento em regiões muito distantes do meu Brasil em especial nos Estados Unidos da América e em regiões da Europa confesso que não consegui acreditar no que via nos noticiários do dia 08 de abril de 2011, data esta que infelizmente ficará marcada como um dia negro de nossa história ,dia este em que o Brasil perdeu sua inocência entrando na lista triste dos países que em algum momento foram vitimas de indivíduos que por motivos diversos, tomaram o lugar de Deus, decidindo assim quem poderia viver e quem deveria morrer.
Apenas crianças... Adolescentes que tinham dentro de si os sonhos e a esperança de um futuro melhor.
Buscavam estes sonhos em uma sala de aula. Em uma escola que poderia ser classificada como a melhor opção não paga do local.
E agora?Quem seria o culpado por isto? Será que realmente existe um culpado? Dizer que não existia segurança no local seria minimizar o momento em que vivemos, facilitando assim novos acontecimentos como este.
Já vi de tudo nesta semana, desde tentativas irresponsáveis de se culpar toda uma instituição, que vá lá, não é a que mais me fascina por sua doutrina e costumes (testemunhas de Jeová) até a tentativa de se adiantar a questão sobre o desarmamento que em minha opinião não fará absolutamente nada para reverter este quadro.
Que tal se debatêssemos sobre a realidade das circunstancias?
Entendermos definitivamente e sem hipocrisia que tudo não passa de uma conjunção negativa e perigosa entre a perda dos valores familiares, o bum do acesso à informação (seja ela negativa ou não) e a falta de disposição e vontade para se trabalhar com prevenção?
O tão falado bulling surgiu agora?
Sinceramente, em minha infância e adolescência eu sempre presenciei este tipo de comportamento e qualquer um pode atestar que tudo que existia há 40 anos continua existindo atualmente. O que muda na verdade são os protagonistas, as roupas e as atitudes de castigo e coerção. Se não existe limite não existe receio de ação e desta forma o que vemos hoje?
Professores debandando cada vez mais, cansados de ser agredidos verbalmente ou mesmo fisicamente por alunos que não tem limites.
O professor, com medo, se cala e permite comportamentos que outrora seriam com certeza, reprimidos e levados a coordenação que se preocuparia (na forma positiva e ideal) em alertar os pais deste aluno facilitando um estudo profundo de sua personalidade que facilitaria um diagnóstico que poderia ter salvado muitas vidas deste triste episódio.
Muito importante seria, por exemplo, esclarecer a população machucada e revoltada com o ocorrido de que nenhuma religião fomentaria a atitude tresloucada e individualista deste rapaz. O Islamismo jamais pregaria algo desta natureza, como nunca pregou. O Judaísmo tão pouco.
Nem vou aqui dissertar sobre as religiões cristãs católicas e protestantes, pois em nosso país são muito difundidas e acredito que não seriam responsabilizadas pela população, sendo assim, acreditem que a afinidade entre todas elas se manifesta neste momento através do pesar e da dor pela perda destes inocentes.
A nossa policia, mais uma vez agiu de forma exemplar e somente não conseguiu manter o individuo vivo, o que seria fundamental para o estudo das atitudes cruéis e barbaras demonstradas por que este tipo de crime normalmente é concluído com a covardia e a fuga através do suicídio do autor.
E finalmente, conjecturar sobre os fatores que levaram este individuo a cometer esta barbárie neste momento não nos levará a verdade dos fatos. Já li e ouvi vários diagnósticos, alguns com embasamento científico outros com a marca da curiosidade, da insensatez e da irresponsabilidade peculiar neste momento de grande comoção. Prefiro esperar até que todos os dados sejam captados. Creio que somente isto dará o embasamento necessário para chegarmos a uma conclusão que afaste definitivamente a possibilidade de que algo assim aconteça novamente em solo pátrio.
Em relação ao estatuto do desarmamento, prefiro nem comentar pois não acredito que estarei esclarecendo nada para quem tem um mínimo de bom senso, afinal este estão carecas de saber que isto somente beneficiará aqueles que possuem armas desprovidas de legalidade ou de registro .Ou seja...Um tiro no próprio pé.
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